Corinthians entrou em contato com a Conmebol para comunicar o problema antes de restaurar a taça
Crédito da imagem: Tom Dib
O taça da Copa Santander Libertadores, hoje exposta no Memorial
do Corinthians, sofreu um pequeno dano no último dia 21. De acordo com a
publicação desta terça-feira da Folha de S. Paulo, o troféu perdeu o
futebolista que fica no topo.
A assessoria de imprensa do
Corinthians confirma que o objeto sofreu um dano, mas não revela onde e
como ocorreu o deslize. O clube entrou em contato com a Conmebol para
comunicar o problema antes de restaurá-la.
Desde a conquista da competição pelo Timão, no último dia 4, diante do Boca Juniors (ARG), no Pacaembu, a taça da Libertadores já foi visitado por mais de 17 mil torcedores no Parque São Jorge.
O dia mais sonhado pelos corintianos e mais temido pelos rivais
chegou. Muitos acreditavam que não estariam vivos para presenciar este
momento, mas o Corinthians é campeão da Libertadores. Um dos maiores
mitos do futebol brasileiro veio abaixo no gramado do Pacaembu na noite desta quarta-feira, quando o predestinado Emerson Sheik deu o primeiro título do Corinthians na história da Libertadores.
Com
dois gols no segundo tempo, o atacante selou a vitória por 2 a 0 sobre
o multicampeão Boca Juniors e pôs fim a uma longa espera da Fiel
Torcida.
Foi um desfecho do jeito que o 'bando de loucos' adora,
com sofrimento, suspense e gols de raça. Sheik que já havia sido herói
na vitória sobre o Santos no primeiro jogo da semifinal fez valer sua
aura de talismã, construída com o tricampeonato brasileiro por três
equipes diferentes em anos seguidos. Assim, se iguala no coração
corintiano a nomes do olimpo alvinegro, como Basílio-1977 e Tupãzinho-1990.
Primeiro
um gol de pé esquerdo, aproveitando rebote dentro da área do Boca
Juniors, depois um golaço arranco com a bola dominada desde o meio de
campo, em repertório que provavelmente elevará Emerson ao nível dos
maiores ídolos da história do Corinthians.
A vitória na final
sobre o hexacampeão Boca, de Riquelme e companhia, coroa uma campanha
quase perfeita, sem derrotas e apenas quatro gols sofridos (em 14
partidas). O técnico Tite
montou uma equipe que praticamente não passa sustos, e acaba
contemplado com o mais importante troféu do futebol sul-americano. Foi
uma trajetória para ninguém contestar, com sucessos no mata-mata em
duelos nacionais diante de Vasco e Santos, em noites que o Pacaembu não vai esquecer.
Agora,
que venha o Chelsea de Lampard e Ramires, numa projeção de um duelo
com os atuais campeões europeus no Mundial da Fifa no Japão, no final
do ano. E assim como na trajetória campanha da Libertadores, ninguém
duvida que a Fiel estará do outro lado do planeta para cantar e
empurrar o time até o fim e que a festa vai se arrastar por todo o
segundo semestre.
Sem a badalação de outras incursões na Libertadores, ao contrário do time de Ronaldo Fenômeno e o da 'era Marcelinho', a turma de Tite
esculpiu sua campanha na edição 2012 do torneio baseada em uma
estratégia defensiva bem-sucedida e muita eficiência nas moderadas
ações ofensivas. Tite jamais se abalou com as críticas à cautela tática do sistema que montou e foi com ele até o fim.
Em comparação com o grupo campeão brasileiro do ano passado, o atacante Liedson perdeu espaço no time. Por sua vez, Chicão reconquistou a confiança de Tite
e voltou a ser decisivo na zaga ao lado de Leandro Castán. No meio de
campo, uma formação que blindou a confiança do torcedor contra os
traumas passados, com o marcador implacável Ralf e o multitarefas Paulinho. Destaque também para a experiência de Alex, Danilo e, claro, Emerson Sheik.
A história do Corinthians campeão da Libertadores ainda reserva capítulos à parte para dois nomes que a Fiel conheceu neste ano. Cássio assumiu o gol na fase eliminatória, após falhas de Julio Cesar no Paulistão, e virou fundamental debaixo das traves. Na decisão, brilhou a estrela do reserva Romarinho, recém-contratado junto ao Bragantino, autor do gol de empate na partida de ida contra o Boca em La Bombonera.
Apesar da festa da torcida no Pacaembu,
o clima era de muita tensão do lado de fora e houve confrontos entre
policiais e torcedores antes do jogo. Em campo, o nervosismo também era
visível nos minutos iniciais. Em menos de cinco minutos, o esquentado
Erviti se estranhou com Paulinho e Ralf. Chicão e Mouche receberam cartões amarelos.
Sob
tensão, o Corinthians não conseguia impor sua tradicional marcação,
enquanto os xeneizes aproveitaram o melhor início e pressionavam a
saída de bola alvinegra com os dois volantes adiantados. O craque
Riquelme tinha liberdade, transitava pela intermediária e era marcado
apenas à dist'ncia.
O Timão conseguiu encaixar a marcação e equilibrou a partida levando mais perigo com jogadas de Alex e Emerson, que levantou os braços para incendiar as arquibancadas.
A
partida seguiu sem muitas chances de gol e com a marcação se
sobressaindo sobre a criação. No lado do Boca, os atacantes se
mostraram lentos e pouco se via de Riquelme que perdeu disputa
individual com Paulinho no centro e não conseguiu produzir com os homens das alas.
O
Corinthians não permitia que o Boca levasse perigo, mas tinha
dificuldades para acertar o passe e adiantar a marcação, uma de suas
metas antes da partida. Danilo e Alex passaram a atuar mais pelo meio para preencher os espaços e a equipe teve as melhores chances, mas não assustou muito.
O
que parecia ser sorte de campeão apareceu quando o goleiro Orion
sentiu uma lesão e saiu antes do intervalo. O reserva Sosa Silva entrou
na meta argentina com a missão de parar o ataque corintiano.
O
Boca gostava do empate e começou o segundo tempo já fazendo cera.
Riquelme ganhava bastante tempo nos escanteios, pedindo espaço para os
fotógrafos. Mas a estratégia de nada funcionou.
O Corinthians cresceu no jogo e foi corado com um gol histórico de Emerson Sheik. Bonito como a explosão da torcida e os fogos que incendiaram o Pacaembu. Na cobrança do Alex,
Danilo teve inteligência para dar um passe de calcanhar e o atacante
estampou as redes para marcar seu quarto gol e igualar Danilo como
artilheiro da competição.
Após o jogo, o Corinthians manteve sua
postura ofensiva, sem se esquecer de voltar para marcar. Dessa forma,
neutralizava o Boca que deu pouco trabalho a Cassio, mesmo em
desvantagem no placar.
E, iluminado, Emerson Sheik apareceu
novamente para selar o título e levar a Fiel ao delírio aos 27 min. O
atacante aproveitou o erro de Schiavi na saída de bola e teve
tranquilidade para invadir a área e tocar rasteiro na saída de Sosa.
O
Corinthians confirmou sua supremacia na partida e precisou apenas
administrar o placar, enquanto o Boca se lançava ao ataque em
tentativas desesperadas. Mas quando preciso, lá estava Cassio. Ainda
houve tempo para Sheik ser substituído já nos acréscimos e sair
lentamente de campo para irritar os jogadores do Boca. Mas foi só
esperar o apito final e vibrar a conquista das Américas pela primeira
vez na história.
Alessandro foi escolhido para usar a braçadeira de capitão no segundo jogo da final
Crédito da imagem: AP Photo/Jorge Araujo
O Corinthians já sabe quem vai erguer a taça caso o time seja o
campeão da Libertadores. O gerente de futebol Edu Gaspar revelou que o
lateral direito Alessandro será o capitão na final contra o Boca Juniors, nesta quarta-feira, no Pacaembu.
Durante o ano de 2012, o Corinthians não teve um capitão fixo. Tite
implantou um rodízio e vários jogadores usaram a braçadeira durante o
Campeonato Paulista, a Copa Libertadores e o início do Brasileiro.
A dúvida de quem seria escolhido pairou até poucas horas antes da grande final. Em sua chegada ao estádio Pacaembu, Edu Gaspar confirmou a preferência pelo lateral direito. Alessandro, Danilo e Chicão eram os mais cotados.
São
Paulo - A torcida corintiana promete fazer uma grande festa, nesta
quarta-feirta, para a final entre o Timão e o Boca Juniors-ARG. Nas
arquibancadas do estádio do Pacaembu, os fanáticos montaram um mosaico: Vai Corinthians.
O
painel começa na arquibancada amarela, destinada aos Gaviões da Fiel,
com os dizeres 'Vai', e es estende até a laranja, na lateral do campo,
com 'Corinthians'.
Os portões do estádio ainda estão fechados, mas
alguns membros das torcidas organizadas foram autorizados a entrar e
finalizar os últimos detalhes.
Já
é tradição na Libertadores. O campeão fica com o seu nome marcado no
troféu que é entregue todos os anos ao melhor time da América. Na base
da taça mais desejada pelos clubes sul-americados estão gravados os
vencedores de cada edição do torneio. A um jogo da conquista do título
inédito, o Corinthians, assim como o Boca Juniors, já teve a sua placa
confeccionada com o seu nome.
O UOL Esporte teve acesso a uma
imagem das placas de prata feitas sob medida para serem colocadas na
taça da Libertadores. As peças, assim como o prêmio ao campeão, são
feitas no Brasil, na cidade de Porto Alegre, desde 2006 pela N Tomasi
Criações. Já na madrugada desta quinta-feira, após a final apenas, uma
delas será pregada no cobiçado troféu.
Crédito da imagem: José Cordeiro/SPTuris/Divulgação
O Corinthians e a Brahma organizarão no Parque Anhembi, na Zona Norte de São Paulo, a Arena Corinthians para
a final da Libertadores, hoje à noite. Painéis de LED de alta definição
serão instalados no local, com capacidade para 30 mil pessoas.
O ingresso custa
R$ 20 '' para o torcedor que comparecer às bilheterias vestindo a
camisa do Corinthians. Pode ser comprado hoje, das 11h às 17h, no Parque
São Jorge, para o sócio do programa Fiel Torcedor; e a partir das 11h,
no Anhembi (Avenida Olavo Fontoura), para os demais torcedores.
Até o fim da tarde desta terça-feira, haviam sido vendidos 10 mil ingressos. As vendas continuam nesta quarta-feira.
Os
organizadores do evento alertam que os torcedores não poderão acessar o
Parque Anhembi portando objetos cortantes, mastros de bandeiras, fogos
de artifício, garrafas de qualquer tipo, isopores com alimentos e
bebidas, mesmo para consumo próprio.
Em caso de título do Corinthians, a polícia também orienta os torcedores que estiverem no Pacaembu a se dirigirem ao Anhembi para a festa. E pede que evitem a região da Avenida Paulista, que não será interditada.
Corintianos
apostólicos romanos, eu sei que Deus tem mais o que fazer, eu sei que
Deus nem deve ligar pra futebol, eu sei que nem deveria tá citando Ele
aqui na minha coluna, mas eu também sei o quanto Ele quer a alegria das
pessoas, o quanto Ele não gosta de ver sofrimento e angústia nas
pessoas.
E é por isso que lembrei Dele, lembrei porque na noite
dessa quarta-feira serão milhares de corintianos torcendo, seremos
milhares sonhando com a felicidade, seremos milhares de corintianos
querendo comemorar a noite inteira depois de ganhar esse caneco.
O
Homem lá de cima sabe o quanto a gente lutou pra chegar até aqui, o
Homem lá de cima sabe o quanto a Fiel sonhou com esse dia, o quanto a
gente penou, perdeu, sofreu, foi zombado…assim como cada um de nós
merece esse caneco, cada um que foi ao Pacaembu,
que gastou tempo e dinheiro pra viajar com o time, que torceu pela
televisão, nos bares, nas ruas, pelo radio…todos do bando de louco
merecemos.
De olho em um possível empate na final da Copa Libertadores
nesta quarta, contra o Boca Juniors, os jogadores do time titular do
Corinthians permaneceram treinando pênaltis por alguns minutos depois da
atividade realizada nesta terça-feira, no CT do Parque Ecológico. E o
aproveitamento não poderia ter sido melhor: 82,5% de acertos, com 33
gols em 40 cobranças.
O zagueiro Chicão foi o que obteve o melhor aproveitamento, com seis gols em seis finalizações efetuadas. Além dele, o volante Ralf, o meia Danilo e o também zagueiro Leandro Castán chutaram três vezes e balançaram as redes em três oportunidades.
Os demais que chutaram foram o lateral esquerdo Fábio Santos, o volante Paulinho, o lateral Alessandro, o meia Alex e o atacante Emerson, que também tiveram uma boa média de acertos - com exceção de Paulinho, que fez apenas um gol em três arremates. Dos titulares, apenas o goleiro Cássio e o atacante Jorge Henrique não marcaram.
O Corinthians precisa de uma vitória simples contra o Boca Juniors nesta quarta-feira, no Estádio do Pacaembu,
às 22h (de Brasília) para se sagrar campeão da Libertadores pela
primeira vez em sua história.
O duelo só irá aos pênaltis caso um novo
empate ocorra - no jogo de ida, os dois times ficaram no 1 a 1.
Confira como foram os corintianos nos pênaltis treinados nesta terça-feira: Chicão: seis gols em seis chutes Ralf, Danilo e Castán: três gols em três chutes cada Emerson e Alessandro: três gols em quatro chutes cada Alex: seis gols em sete chutes Fábio Santos: cinco gols em sete chutes Paulinho: um gol em três chutes
Roncaglia marcou o único gol do Boca Juniors no empate com o Corinthians na ida
Crédito da imagem: Marcelo Pereira/Terra
O lateral-direito Facundo Roncaglia, autor do gol do Boca
Juniors contra o Corinthians, no empate por 1 a 1 pela primeira partida
da final da Copa Libertadores da América, está fora do jogo de volta no Pacaembu, na quarta-feira, às 21h50 (horário de Brasília), segundo informou o jornal Olé.
O contrato do atleta venceu na última semana, e ele já assinou sua transferência para a Fiorentina, da Itália.
Por conta da saída de Roncaglia, o Boca Juniors teria de pagar um seguro para contar com o lateral no jogo do Pacaembu. No entanto, o clube argentino não conseguiu um acordo com seguradoras e acabou abrindo mão do atleta.
O
presidente do Boca, Daniel Angelici, afirmou ao jornal que está muito
decepcionado, pois teria trabalhado ao máximo para poder levar o atleta a
São Paulo. Segundo o Olé, o clube conseguiu uma seguradora
argentina que cobrava 10 mil euros (R$ 25 mil), mas o agente de
Roncaglia pediu um seguro internacional com cláusulas específicas, que
só é encontrado na Inglaterra e Holanda.
Três atletas do Boca Juniors ficam sem contrato e viram dúvidas contra o Corinthians
Crédito da imagem: AFP
O Boca Juniors enfrenta problemas para definir os jogadores que
serão relacionados para a partida contra o Corinthians, quarta-feira,
no Pacaembu.
Três jogadores encerrarão contrato com o clube nesta semana e correm
risco de não atuar na final: o zagueiro Schiavi, o lateral Roncaglia
(autor do gol no primeiro jogo) e o atacante Cvitanich.
Dos três, o
atacante Cvitanich é quem tem caso mais complicado. Ele cumpre neste
sábado seu último dia de contrato com o time argentino. O Ajax, da
Holanda, detentor dos direitos do atleta, não quer prorrogar o acordo.
O
Boca dava como certa a presença de Cvitanich e contava com o pagamento
de um seguro de 80 mil euros para que ele disputasse a decisão. Mas o
Ajax avisou que só libera o atleta mediante um 'sinal' de compra de
metade dos direitos do atleta, avaliado em 2,5 milhões de euros.
'Isso
nos surpreendeu porque nós íamos definir isso fazendo o seguro [80 mil
euros]. Mas agora não podemos fazer [depositar sinal de 50% dos
direitos]', informou o presidente do Boca, Daniel Angelici.
O jogador entrou no segundo tempo do empate contra o Corinthians por 1 a 1.
Com
Roncaglia, a diretoria do time argentino dá como certa a extensão do
acordo por mais 4 dias. Ele já está apalavrado com a Fiorentina, que
receberá um valor ainda indefinido para receber o jogador com atraso.
'Estou
otimista porque ele quer jogar. Seria um sucesso ele deixar o clube
como campeão da América', disse José Requejo, dirigente do departamento
de futebol do Boca, à publicação.
Já o veterano Schiavi negocia a
prorrogação do vínculo, mas pede um contrato longo. O Boca Juniors não
tem intenção de firmar contrato por longo tempo, mas deve chegar a um
acordo com o zagueiro.
Leandro Castán comemorando gol do Corinthians contra o Boca Juniors
Depois do empate por 1 a 1 comemorado pelo Corinthians em La Bombonera,
o meio-campista Riquelme, capitão do Boca Juniors, reclamou da
defensividade do adversário, que teria ficado 'com os dez atrás' durante
os 90 minutos. Nesta sexta-feira, data da reapresentação do grupo após o
retorno de Buenos Aires, o zagueiro Leandro Castán respondeu no mesmo tom ao astro argentino.
'Se
o Riquelme reclamou, vamos ver se eles vão vir para cima', provocou o
zagueiro corintiano, que não imagina postura diferente do Boca Juniors
no Pacaembu,
na próxima quarta-feira. Sobre a primeira partida da final, Castán teve
uma visão diferente da do boquense. 'Não consigo ver uma chance clara
de gol que o Boca Juniors teve. Foi um jogo equilibrado, sem muitas
chances', pontuou o defensor, que só foi lembrado de uma bola na trave
de Viatri por Fábio Santos.
Ao lado de Castán na entrevista coletiva conjunta realizada
nesta sexta, no CT Joaquim Grava, o lateral esquerdo adotou discurso
mais comedido, mas não deixou de responder ao camisa 10 do Boca: 'Cada
um enxerga o jogo de uma maneira. O Riquelme pode ver assim, mas eu acho
que a gente foi eficiente defensivamente e também ofensivamente, porque
fizemos o gol na chance que tivemos. A gente sabe como é complicado
jogar lá, você não pode atacar senão volta com três ou quatro na
bagagem'.
Nem as provocações do polêmico meio-campista Erviti
durante o empate por 1 a 1 na abertura da decisão da Libertadores
incomodam Castán, que confia plenamente no potencial do Timão para
conquistar a América pela primeira vez: 'Eu penso na minha função, que é
dar suporte para o time, segurar a onda. Quero comemorar com meus
amigos se a gente ganhar, não estava nem lembrando do adversário'.
Em meio à euforia por estar a uma vitória de seu primeiro
título da Libertadores, o Corinthians pode estar perdendo Willian. O
atacante já estaria vendido e de malas prontas para o futebol italiano
depois do fim do torneio continental. A informação foi divulgada durante
o programa “Jogo Aberto” desta quinta-feira, pela apresentadora Renata
Fan, que não revelou o novo clube do jogador.
Willian chegou ao
Corinthians no início do ano passado e teve um começo fulminante no
clube. Logo virou titular e teve participação importante no título
brasileiro. Neste ano ele perdeu espaço e vem amargando a reserva de Emerson Sheik e Jorge Henrique.
No
empate por 1 a 1 contra o Boca Juniors na Bombonera o atacante sequer
foi relacionado para a partida, sendo preterido justamente por Romarinho, autor do gol do Timão no duelo.
Conhecido
como o time mais difícil das Américas de ser derrotado em casa, o Boca
Juniors viu nesta quarta-feira (27) o Corinthians segurar um empate por 1
a 1 fora de casa, na primeira partida da final da Copa Libertadores, e
voltar para São Paulo dependendo de uma vitória simples para conquistar o
inédito título da Copa Libertadores. Agora, o Timão quer fazer o Boca
provar do seu próprio veneno e armar um cenário aterrorizante para os
visitantes no Pacaembu.
O
próprio site oficial do clube comprou essa briga. O Timão estampou uma
foto do estádio paulistano lotado e utilizou o título “Agora é no Pacaembu”, em uma clara provocação à mística da Bombonera, que não surtiu efeito contra os comandados de Tite.
O zagueiro Leandro Castán,
um dos líderes do grupo e que vem fazendo uma Libertadores magnífica,
foi um dos jogadores que, ao final do jogo na Argentina, disse que
confia na força da torcida fanática para levar o título histórico.
-
Conseguimos levar uma grande vantagem para São Paulo. Estamos na briga e
vamos fazer de tudo para garantir a festa em casa. No Pacaembu muda muita coisa. A gente conhece cada canto do gramado. E agora eles vão conhecer nossa torcida.
Até a diretoria entrou no clima de “Pacaembu Bombonera”. O diretor de futebol do clube, Roberto de Andrade, afirmou que o Boca terá outro jogo pela frente em São Paulo.
- O Corinthians tem condições de ganhar desse time. Não vou
falar que será fácil, porque não é fácil. Mas vimos que não é tudo
isso. O Boca é um grande time, mas não é imbatível. Sei que nossa equipe
tem muito mais para dar dentro de campo, mas, pelo resultado, está todo
o mundo contente. Agora vamos para o Pacaembu. É outro jogo, outra história. Estamos a um gol do título.
E o Corinthians promete fazer mesmo muita pressão em casa. Todos os ingressos para a final se esgotaram em apenas oito minutos de venda, para torcedores participantes do programa Fiel Torcedor. Ao todo, o Pacaembu terá 37 mil torcedores do Timão. Já os argentinos do Boca Juniors terão 2.450 ingressos para o jogo decisivo, mesmo número destinado à torcida do Corinthians na Bombonera.
Após
anos vendo os torcedores rivais zombarem da falta de títulos da
Libertadores do Timão, os corintianos podem conquistar pela primeira vez
o torneio com um “mix” de fatos históricos relevantes: invicto, contra o
Boca na final e depois de eliminar os rivais Santos e Vasco na fase de
mata-mata.Fonte: r7
Liedson abraçando Romarinho após o gol do Corinthians
Crédito da imagem: Eduardo Di Baia/AP
Não havia outro assunto. Na noite da última quarta-feira,
praticamente dois terços dos televisores ligados estavam sintonizados na
Globo. O canal carioca exibiu a primeira partida da decisão da Copa
Santander Libertadores de 2012, entre Boca Juniors e Corinthians, e
obteve a maior audiência com o futebol na temporada.
No horário em que Boca Juniors e Corinthians se enfrentavam em La Bombonera, 65,5% dos televisores ligados estavam sintonizados na Globo. O share é o maior do futebol no canal em 2012.
A
Globo foi beneficiada pela exclusividade do futebol. A Bandeirantes,
que vinha exibindo partidas da Copa Kia do Brasil nas noites em que a
emissora carioca mostrava a Libertadores, não teve jogo para transmitir
na noite de quarta-feira. Com isso, obteve apenas 1,7 ponto no Ibope do
horário.
A ausência de futebol na Bandeirantes é relevante porque o share
da Globo na noite da última quarta-feira não foi o maior do futebol em
2012. A concentração de TVs ligadas ainda perde para a noite de 13 de
junho.
Naquela noite, a Globo teve 58,5% de participação com a vitória do Corinthians por 1 a 0 sobre o Santos, na Vila Belmiro, pelas semifinais da Libertadores. A Bandeirantes angariou outros 7,5% de share com o triunfo do Palmeiras por 2 a 0 sobre o Grêmio pela Copa do Brasil.
O somatório dos dois percentuais, portanto, ainda é o
recorde de 2012. Contudo, um canal ainda não havia alcançado sozinho
neste ano, com uma transmissão esportiva, uma concentração tão grande de
televisores.
Além do recorde individual de share, a
Globo marcou na última quarta-feira a maior audiência do esporte na
temporada. O empate por 1 a 1 entre Boca Juniors e Corinthians rendeu
41,8 pontos, 0,8 a mais do que a segunda semifinal entre o time do
Parque São Jorge e o Santos, que acabou com igualdade pelo mesmo placar.
Cada
ponto no Ibope é equivalente a 58.300 domicílios sintonizados. A
aferição representa apenas dados de São Paulo, região que é referência
para o mercado publicitário.
Na primeira partida da decisão da Libertadores, o Corinthians
enfrentando o Boca Juniors na Bombonera e acabou empatando a partida em
1x1 com um gol de Romarinho no final da partida.
No
primeiro tempo, o Timão não se sentiu pressionado e fez uma boa etapa
contra o Boca Juniors, e teve a melhor chance com um chute de Paulinho mas o placar ficou em 0x0.
Na
segunda etapa o Corinthians se recuou muito e tomou muito sufoco nos
primeiros 15 minutos, depois equilibrou a partida mas acabou tomando um
gol de escanteio. O jogo parecia perdido mas Tite tirou Danilo e colocou Romarinho que depois de 1 minuto, na sua primeira participação, fez o gol do Corinthians empatando a partida.
O próximo jogo do Corinthians será na próxima quarta-feira aqui no Pacaembu, na partida de volta contra o Boca Juniors, valendo a taça da Libertadores 2012.
O volante Elias, ex-jogador do Corinthians e atualmente no
Sporting-POR, é mais um louco no bando que está em Buenos Aires, na
Argentina, para a primeira partida final da Taça Libertadores da
América, entre Boca Juniors e Timãao, marcada para as 21h50 desta
quarta-feira. De férias dos campeonatos europeus, o jogador aproveitou a
folga para viajar e acompanhar a decisão ao lado dos corintianos.
Elias
chegou à capital argentina nesta terca-feira, juntamente com familiares
e amigos. Hospedado no mesmo hotel em que a delegação do Corinthians
está, ele recebeu os jogadores no lobby assim que o grupo retornou do
estádio La Bombonera,
onde fez o ultimo treino antes do jogo. O volante cumprimentou os
atletas, reviu amigos e conversou com membros da comissão técnica que
continuam no clube desde a sua epoca (ver direitinho de que ano a que
ano ele ficou).
- Eu ainda não tinha visto nenhum jogo do Corinthians no
estádio nesta Libertadores. Aí aproveitei que estou de férias, peguei
meu pai, mais uns amigos, e voei para Buenos Aires. Quero estar perto do
Corinthians neste momento tão especial - disse Elias.
Para o duelo desta quarta, ele nao arrisca placar, mas confia no Timão.
- Espero que eu traga ainda mais sorte para eles.
Com ingresso garantido
para o concorrido jogo - serão apenas 2.500 corintianos no estádio do
Boca -, Elias quer sentir de perto o calor da Fiel, coisa que sente
muita saudade desde que saiu do Timão.
- Eu vou nem que seja pra ir de arquibancada, sentar no meio da torcida.
Um
grupo de cinco corintianos conseguiu a façanha de ir de Guarulhos até
Buenos Aires para ver o time de coração na final da Copa Libertadores.
Não, eles não levaram apenas as três horas de viagem pegando o voo no
Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, até a Argentina. Estes apaixonados
fizeram o trajeto de carro.
Foram necessários 34 horas, R$ 800 de
gasolina - mais os pedágios - e muito café para enfrentar os 2.400km
que separam a cidade da região da Grande São Paulo da capital portenha.
O
trajeto dos fanáticos torcedores começou na madrugada da última
segunda-feira e acabou na tarde desta terça, em frente ao Estádio de La Bombonera, aonde às 21h50 de hoje o Corinthians enfrenta o Boca Juniors, na decisão da Libertadores.
"Viemos
direto, só paramos para almoçar e jantar", conta Rodrigo Oliveira,
funcionário autônomo, dono do veículo. "Pelo Corinthians vale tudo."
Rodrigo
contou que pelo caminho, encontrou muitos outros corajosos corintianos
que colocaram seus carros na estrada para ver a partida histórica sem
pagar a cara passagem de avião. Porém, diferentemente dos guarulhenses,
que já estão com ingresso no bolso, muitos destes torcedores vão arriscar a sorte buscando uma entrada de última hora.
Não existe um número preciso, e alguns 'chutam' alto,
falando em até 4 mil corintianos em Buenos Aires sem um ingresso, além
dos 2.450 que têm lugar garantido. Muitos destes aventureiros encheram
hoteis e albergues no centro da cidade, de onde serão escoltados pela
polícia, até o estádio, todos os torcedores visitantes momentos antes da
partida.
Outros circulavam pelas ruas em torno da La Bombonera, nesta terça, atrás de uma boa oferta dos cambistas, que pediam de R$ 300 a R$ 400 por um lugar no palco do duelo.
Luis
Bagnara, administrador de empresas em São Paulo, pagou R$ 1000 para
assistir ao jogo com a esposa da torcida do Boca. "Se sair gol, vou ter
que ficar quietinho", brinca. Ele diz não ser o único que vai se
arriscar no meio do inimigo.
Se depender da relação entre os
rivais antes da partida, Luis não vai ter problemas. É comum ver
corintianos pelas ruas da cidade e inclusive próximo ao estádio com
roupas do time alvinegro, em harmonia com os donos da casa.
Corinthians comemorando gol em cima do Santos na Vila Belmiro
Buenos Aires - A pouco mais de 24 horas para a primeira partida da final da Libertadores, Tite
não faz mistério quanto ao time que mandará a campo e já informou a
escalação para o duelo desta quarta-feira, contra o Boca Juniors. O
treinador do Corinthians disse, na tarde desta terça-feira, em Buenos
Aires, que Emerson está confirmado no ataque do Corinthians. Com isso, o
Sheik retoma a vaga que foi de Willian contra o Santos, uma vez que o
camisa 11 cumpriu suspensão.
'É o mesmo time que inicia a partida. O mais importante de tudo é manter um padrão', disse Tite
durante a entrevista coletiva no hotel em que a delegação está
concentrada em Buenos Aires. 'Não tem nenhuma novidade. Vou querer uma
fórmula mágica para a final? É fazer o que fizemos até agora para chegar
lá (título), acrescentou.
Com isso, o Corinthians vai a campo na noite desta quarta-feira com a seguinte formação: Cassio, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fabio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex; Jorge Henrique e Emerson. Às 18h, o Timão faz o reconhecimento do gramado do estádio La Bombonera.
A
partir das 21h50 da próxima quarta-feira (27), o Timão inicia a
primeira parte da luta final pela conquista inédita da Libertadores.
Para o confronto, o técnico Tite vai ter 23 atletas à disposição. Veja a lista de relacionados para o duelo contra o Boca Juniors em Buenos Aires.
Goleiros: Cássio, Danilo Fernandes e Júlio César Laterais: Alessandro, Fábio Santos e Welder Zagueiros: Chicão, Leandro Castán, Marquinhos e Wallace Volantes: Ralf, Paulinho e Willian Arão Meias: Alex, Danilo e Douglas Atacantes: Emerson, Jorge Henrique, Liédson, Willian, Romarinho, Elton e Gilsinho
Fonte: Site Oficial do Corinthians
Jorge Henrique não teme enfrentar o Boca Juniors em La Bombonera
Depois de 12 anos, o Corinthians volta a jogar em La Bombonera,
o tradicional estádio do Boca Juniors, temido pela pressão da torcida
argentina. Os jogadores embarcaram nesta segunda-feira com o discurso de
encarar o alçapão com naturalidade, durante o duelo de ida pela final
da Copa Libertadores.
Jorge Henrique, por exemplo, pisará pela
primeira vez na casa do Boca. Questionado se o estádio assusta,
respondeu: 'Dentro de campo são 11 contra 11. Se a gente jogar como vem
jogando, não tem problema, não.'
Já o meia Alex conheceu La Bombonera
quando defendia o Inter. 'Não é mito. A dificuldade é grande pela
capacidade do time e por toda pressão que o torcedor impõe, o apoio. É
um lugar especial para se jogar futebol porque a energia é positiva para
todo mundo.'
A última vez que o Timão enfrentou o Boca pela
Libertadores ocorreu nas oitavas de final de 1991. Em Buenos Aires os
argentinos ganharam por 3 a 1, com dois gols de Batistuta. Na volta, no Morumbi, o empate por 1 a 1 eliminou os brasileiros.
Em 2000, as duas equipes se encontraram na Copa Mercosul, e o Boca ganhou por 3 a 0 em casa, com um empate por 2 a 2 no Pacaembu.